Escutei essa citação feita pelo Paulo Silveira a algum tempo enquanto eu escutava o podcast hipsters.tech e apesar de trabalhar com WordPress a quase 4 anos nunca havia me passado pela cabeça o poder que a ferramenta tinha e quanto ela havia evoluído a ponto de se tornar uma gigante na internet, que atualmente alcança quase 30% dos sites na internet.

Logo do WordPress
Logo do WordPress

 

Bom, a ideia do WordPress surgiu nos anos 2000 com  Matt Mullenweg, um músico que estudava Ciências Sociais em Houston e tinha um grande interesse por tecnologia. Ele geralmente criava sites, em sua grande maioria para músicos,  através de uma plataforma chamada de b2/catalog e em meados de 2001 / 2002 o b2/catalog foi descontinuado e a ideia do WordPress veio a tona.

E juntamente com Mike Little , o projeto de desenvolver um sistema simples para a criação de websites, com um pouco mais de organização e  poder do que seu antecessor saiu do papel através de um fork do sistema open source do b2/catalog e assim surgiu o WordPress, porém o foco ainda continuava na criação de blogs.

A ideia de fundir um grande desenvolvedor, Mike Little com alguém que utilizava muito o sistema para si, Matt Mullenweg, tanto para desenvolver páginas, como para escrever seus próprios posts fez com que a ideia do WordPress tivesse um pilar na facilidade do uso do sistema, porém sem esquecer da sua solidez.

A primeira versão do WordPress foi criado em 2003, utilizando linguagem PHP e com suporte ao banco de dados MySQL e desde o início foi muito bem aceito pela comunidade, que vislumbravam não apenas um sistema para blog, mas um sistema com possibilidade de crescimento e implementação de novas funcionalidades. O WordPress utiliza um método de fácil gerenciamento de conteúdo e com uma  gama de opções em que a comunidade poderia desenvolver dentro do sistema.

A esquerda, a versão 1.0 do WordPress e a direita a 4.9, a mais recente na escrita desse post
A esquerda, a versão 1.0 do WordPress e a direita a 4.9, a mais recente na escrita desse post

 

Em 2010, com a atualização do sistema para a versão 3.0, o WordPress começou a ser utilizado mais como um CMS (Content Management System ou Sistema de Gerenciamento de Conteúdo) do que um sistema de Blogs, tudo isso graças a comunidade. Foi através dessa atualização que foi dada a possibilidade de criação não apenas de posts e páginas, mas também poderiam criar Posts Types, que eram conteúdos diferentes, apesar de utilizarem a mesma estrutura dos conhecidos posts porém com divisões e segmentos próprios para eles.

Durante a ampliação do WordPress e o engajamento da comunidade, surgiram muitas features que foram criadas pela própria comunidade e que não faziam sentido em se tornarem features nativas do sistema, afinal de contas, não são todos que querem criar um ecommerce ou um sistema para tickets para o seu próprio site. E a partir dessa visão, foi implementada a utilização de plugins, que nada mas é do que a implementação de features específicas para uma demanda que você poderia simplesmente instalar em seu sistema e utilizar conforme sua necessidade (não apoiamos a instalação de qualquer plugin no sistema sem antes passar por testes).

Você pode ir ao Google agora mesmo e pesquisar por WordPress e você vai encontrar dois domínios distintos: o WordPress.org e o WordPress.com. Isso gera uma grande insegurança a respeito do sistema, afinal de contas “qual irei utilizar?”.  A resposta para isso está em uma analogia muito simples, você pode comprar um carro (WordPress.org)  ou aluga-lo (WordPress.com), o primeiro se trata de uma aquisição sua, na qual você deve gerenciar, hospedar e atualizar e o outro é um serviço na qual você paga pela sua utilização.

O WordPress.com surgiu através da demanda de pessoas que queriam utilizá-lo, porém não tinham o conhecimento técnico suficiente para sua criação e hospedagem,  serviço esse que é gerenciado pela Automattic, empresa de Matt Mullenweg, que oferecem diversos planos de gerenciamento de contas. Esse gerenciamento de contas, que engloba desde instalação até a atualização do sistema, também é feito pela Spartan Design.

Logo da Autimattic, empresa de Matt Mullenweg
Logo da Autimattic, empresa de Matt Mullenweg

 

Você pode estar pensando, “Que tipo de clientes podem ter um sistema gratuito e open source?”  e a resposta é: Todo tipo de cliente. O WordPress hoje é um CMS gigante na internet, como por exemplo o grupo CNN, o grupo brasileiro Abril, New York Post, USA Today, TED, inclusive os pequenos empreendedores que utilizam a plataforma para mostrar o que tem a oferecer para o público. O WordPress não é apenas um CMS de blogs ou websites, é uma ferramenta incrível que pode dar vida a sua ideia de negócio simplesmente ativando alguns plugins e desenvolvendo algumas páginas, como por exemplo, o WooCommerce que transforma seu site em uma ferramenta poderosa de e-commerce ou até mesmo o bbpress, que também lhe da a opção de criar fóruns e comunidades para os clientes de seu negócio.

Como dito anteriormente, como o sistema é de simples aprendizado, muitos costumam iniciar sua aventura na web através desse sistema por conta da sua facilidade em encontrar documentação e também pela quantidade de requisitos básicos necessários para começar uma aventura, que são eles: HTML, CSS, JavaScript para gerar o front-end (para a parte visual do seu website), PHP e MySQL para o criarmos o back-end (parte de funções e as regras do seu sistema), tudo que você precisa para iniciar esse caminho você pode encontrar na documentação oficial do WordPress em: https://codex.wordpress.org.

Uma curiosidade a respeito do WordPress é que a partir da versão 1.0, todas tiveram seus nomes inspirados em músicos envolvidos com a cena do Jazz internacional, sejam eles cantores, pianistas, trompetistas, compositores e etc., afinal de contas, um dos seus criadores era um músico.

Da esquerda para direita Miles Davis (versão 1.0), Thelonious Monk (versão 3.0) e Billy Tipton (versão 4.7)

 

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